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O mundo da fotografia e o da videografia de casamento andam cada vez mais de mãos dadas. Para trás ficam os tempos em que o fotógrafo comandava o casamento, enquanto o videografo se limitava a recolher os restos. Hoje em dia, nem uns nem outros assumem protagonismo num casamento. O cliente contrata duas equipas de profissionais que têm a mesma importância.

O contacto com os colegas de profissão e a partilha de experiências, permitiu-nos realizar este manual de convivência fotógrafo/ videografo que ajudará a coordenar para conseguir melhores resultados.

Partimos de uma premissa: O casamento é o mesmo, no entanto cada um trabalha de maneira diferente.

O fotógrafo baseia-se na captura de um instante e na composição da imagem. O videógrafo também, contudo acrescenta-lhe o movimento e o som. Isto significa que um fotógrafo, uma vez colocado em posição, precisa de um segundo para tirar uma foto, um videógrafo precisa de pelo menos 5-10 segundos para gravar um plano. Ter isto em mente é básico para começar a trabalhar bem juntos e deixar que cada um demore o seu tempo.

Sabendo isto, começamos com os momentos chave de um casamento.

Antes do casamento

– Informa-te sobre o fotógrafo/ videógrafo contrataram os noivos e explica aos teus clientes a importância de que o vosso estilo de trabalho coincida.
– Se um fotógrafo de casamento trabalha com a captura de momentos naturais e espontâneos, aproveitando a luz natural, mas o videógrafo trabalha com luzes artificiais e poses muito elaboradas, ou vice-versa, será o caos no dia do casamento. O facto de não coincidir no estilo, pode resultar em diferencias inconciliáveis, deitando por terra o trabalho de uns e de outros.

Os preparativos dos noivos

– Entrem em acordo sobre qual o melhor lugar para ambos (a luz, o espaço, a decoração, etc) para fazer a sessão de fotos/vídeo na casa dos noivos. Tudo o que se decida em comum, dá melhores resultados.
– Se se dá uma situação em que é necessário usar luz artificial por ausência total de luz natural, há duas opções:
– Que o fotografo use o flash, se o videógrafo tiver lentes suficientemente luminosas.
– Que o videógrafo/fotógrafo utilize focos de luz artificial (na máquina, com assistentes ou tripés fixos) para iluminar a ambos (fotografo / videógrafo) e trabalhar par a par.
– Se o lugar onde se vai vestir/maquilhar é pequeno, não é necessário que estejam 4 pessoas a trabalhar (2 fotógrafos e 2 videógrafos) ou mais. Isso só vai dificultar o trabalho e a naturalidade do momento. Aprendamos a sair do quarto quando nos dermos conta disso.
– Uma vez começada a sessão fotográfica/ vídeo, temos de ter em atenção onde estão posicionados os nossos colegas para interferir o menos possível com os seus planos/fotos y deixamos que ambos tenham tempo suficiente. Ser despistado não é desculpa uma vez que pode resultar numa falta de respeito se se repete continuamente. Não prestes atenção só ao teu trabalho.
-Escolham lentes que permitam que ambas as equipas trabalhem. Se utilizamos continuamente lentes muito angulares, teremos que aproximar-nos tanto dos noivos que incomodaremos continuamente a outra equipa de trabalho. No podemos pensar só na foto ou no plano que queremos apanhar, mas também em como permitir que os outros trabalhem.
-É importante que os fotógrafos tenham em conta que os videógrafos tentam gravar o som ambiente de tudo que se passa na casa dos noivos. Silenciar a máquina, na medida que em seja possível, não tirar rajadas de fotos contínuas em cada situação e evitar interagir em excesso com as situações naturais que vão sucedendo, é básico para que o som fique bem. Dirigir as ações não significa ser o protagonista do dia.

A ceremonia

-Escondam mochilas e equipamentos de trabalho para que não estraguem as fotos e os planos e o espaço não fique desordenado.
-Passem despercebidos também na escolha da vossa roupa de trabalho. Não usem roupa com cores vivas, nem com riscas nem quadrados. Se aparecemos numa foto ou num ou outro plano, a atenção cai irremediavelmente sobre nós. As cores escuras (preto ou azul marinho) são as mais discretas.
-Não somos outdoors. Se os noivos contratam duas equipas de trabalho não podemos sobrevalorizar a nossa marca comercial, subjugando uma segunda equipa com publicidade em t-shirts, pólos, etc. É uma falta de respeito para com a outra equipa. Existem outras técnicas para nos darmos a conhecer a todos os convidados do casamento que são menos invasivas e mais efetivas. Investiguemos sobre elas.
-Escolhamos bem as lentes utilizadas para não incomodar em excesso os nossos colegas. Por exemplo, se um videógrafo está com um tripé fixo na cerimonia que escolha uma teleobjetiva em vez de uma angular para não estar colado aos noivos continuamente.

FILIPE SANTOS

FILIPE SANTOS

-Videógrafos falam com o fotógrafo para saber quando vai tirar uma foto geral do lugar da cerimónia e, se forem com um tripé, retirem-se um momento para que eles possam ter uma foto limpa. Acordem com o fotógrafo momento ideal (por exemplo, depois dos votos casamento).
-Fotógrafos, tenham em conta que os videógrafos precisam de gravar toda a cerimónia. Os noivos esperam ter todos os discursos gravados. O que no álbum do fotógrafo é uma folha ou duas, no vídeo é mais de uma quarta parte.
-Na saída dos noivos depois da cerimónia, podemos aplicar a mesma técnica que na entrada da noiva. Trabalhar lado a lado para não estar um á frente e outro atrás, mas sim paralelos.

A Pose

– É de especial importância, recordar que nem o fotógrafo, nem o videógrafo são mais importante nesta fase do casamento. Temos que trabalhar juntos e dividir o tempo de que dispomos. É factível aproveitar o trabalho de uns e de outros no momento de dirigir os noivos, mas devemos respeitar os tempos de cada um.
Pensemos, de novo, que o fotógrafo se baseia na composição da imagem e que o videógrafo necessita algo de movimento para construir uma cena.
(leyenda de la foto – O fotografo Valentin Gámiz e o videografo Santi Veiga em sintonia)

HELDER-COUTO

HELDER-COUTO

Cocktail e banquete

– Um momento chave do cocktail e/ou banquete é a entrada dos noivos com os seus respectivos brindes. Não cortemos os movimentos naturais do casal e dos convidados porque se vai ver forçado nos planos do videógrafo. Por exemplo, se os noivos vão brindar, não cortemos o movimento quando os dois copos se tocam, que terminem a ação e que bebam, senão o videógrafo não poderá utilizar esse plano por falta de naturalidade.
– Outro dos momentos chave no banquete é a entrega de prendas aos pais e convidados. Repetimos que o uso de lentes muito angulares tanto por parte de fotografos como de videógrafos (se ficarmos muito colados ao acontecimento), dificulta o trabalho de ambos, assim como o uso de luz artificial que se move continuamente. Recomenda-se que, se não houver luz suficiente para o fotógrafo que use o flash nestas situações.

O Baile

A dança dos noivos é outro momento que, pela sua carga emocional, é muito importante nas fotos e na gravação. Recordemos de novo que, fotógrafos e videógrafos devem colocar-se em diferentes ângulos para que não se incomodem um ao outro. Se, tanto o fotografo como o videógrafo começam a dar voltas à volta dos noivos o resultado é um baile surrealista de 3 ou de 4 e um péssimo resultado final. Devemos tentar estar na primeira fila sem invadir o círculo do baile.

Conclusão: Por fim, o dia do casamento terminou e estamos exaustos. Passamos umas 12 horas com uma equipa de trabalho que não é a nossa sendo que, parte do sucesso do dia depende dela. A comunicação, o respeito e a colaboração são elementos chave para que a nossa sensação, depois de tantas horas de trabalho, seja de satisfação. E, porque não, nos possamos sentir sortudos porque, graças à profissão que temos, pudemos conhecer pessoas novas e adicioná-las à nossa lista de amigos.

Paulika – El Zarrio Producciones

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